Era plano para cinco anos. Aconteceu em dois.
Weverton é engenheiro e mantém, ao lado do próprio escritório, outro vínculo de trabalho fora da área. Ele sempre soube o que precisava ser feito. O que faltava era conseguir estruturar isso com o tempo que tinha.
Este é um caso mais enxuto do que os outros aqui no blog: o relato é curto, direto ao ponto, sem grandes voltas emocionais. Mas os números que ele traz falam por si.
"A gente abriu um leque de serviços muito grande. Então, assim, a gente meio que saiu da curva, do nada, sabe? A gente tinha planos para quem viu que a gente está hoje, mas foi muito rápido. Era coisa para cinco anos, aconteceu em dois anos."- Weverton
O ponto de partida
O gargalo nunca foi falta de conhecimento técnico. Weverton descreve com clareza o que travava o crescimento antes.
"Nós sabemos o que precisa ser feito, como tem que ser feito, mas a gente não conseguia estruturar isso. A gente tem uma carga louca, a gente já tem do estado todo, entendeu? Eu sou engenheiro da caixa também, tenho outras coisas que eu faço, sem ser relacionado à engenharia. Então, assim, é uma loucura."- Weverton
A virada, em duas alavancas
Duas mudanças, na ordem: primeiro ampliar o que o escritório oferecia, depois dar o salto para um modelo de negócio inteiramente novo.
1 · Abrir o leque de serviços
A primeira mudança foi de escopo: o escritório passou a atender uma variedade de serviços muito maior do que antes, o suficiente para sair da curva de crescimento que vinha seguindo havia anos.
2 · Entrar na incorporação
Com o fluxo de projetos maior, veio o salto de modelo de negócio: sair de prestador de serviço para incorporador, vendendo unidades na planta antes mesmo de qualquer obra começar.
"Do nada, a gente vendeu na planta vinte e duas unidades, vinte e duas casas. E agora nós adquirimos mais um lote, com mais dezoito lotes, a gente vai ter quarenta unidades. Isso em três meses."- Weverton
As duas alavancas, na ordem
- Ampliar o que o escritório oferecia
- Volume de projetos disparou
- 22 unidades vendidas na planta
- +18 lotes adquiridos na sequência
Os números
| Indicador | Antes → Depois |
|---|---|
| Projetos | 5/ano → 20/mês |
| Execuções | 0/ano → 12/ano |
| Unidades vendidas na planta (incorporação) | 0 → 22 |
| Total de unidades (após +18 lotes adquiridos) | 40 unidades em 3 meses |
Não há, nas falas disponíveis deste caso, o detalhe de quais alavancas específicas de gestão sustentaram esse salto de estrutura, só o resultado que ele confirma ter alcançado. Fica registrado com essa transparência: é um caso real, com números concretos, mas com menos textura de bastidor do que os outros aqui no blog.
Assista ao depoimento
Q&A
Dá pra escalar um escritório de engenharia sem largar outro vínculo de trabalho?
Neste caso, sim, mas o gargalo nunca foi saber o que fazer, e sim conseguir estruturar isso com o tempo disponível. "Nós sabemos o que precisa ser feito, como tem que ser feito, mas a gente não conseguia estruturar isso", resume o próprio protagonista, engenheiro que mantinha atividade fora da área junto com o escritório.
Vale a pena um escritório de projetos entrar na incorporação imobiliária?
Pode ser um salto de escala real quando a demanda por projetos já existe: neste caso, o escritório vendeu 22 unidades na planta e depois adquiriu mais 18 lotes, chegando a 40 unidades negociadas em 3 meses, partindo de uma base que já tinha ampliado o leque de serviços.
Por que abrir o leque de serviços pode ser o primeiro passo antes de escalar?
Porque amplia o volume de entrada de projetos antes de qualquer decisão maior, como entrar em incorporação. Neste caso, a abertura do leque de serviços veio antes do salto de 5 projetos por ano para 20 por mês e de 0 para 12 execuções por ano.
Quer estruturar o próprio salto de escala?
Weverton já sabia o que precisava fazer. Faltava estruturar. É exatamente esse tipo de trabalho que fazemos na aceleração Ozare com engenheiros e arquitetos. Comece pelo diagnóstico.
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