Estudo de caso Ozare · Projetos complementares e obras

R$17 mil contra R$4 mil do concorrente, e o cliente ainda ficou na dúvida.

Marco Junior e o sócio João sempre tiveram entrega técnica boa. O que faltava era saber apresentar o próprio trabalho, e cobrar por ele o que ele valia.

Marco Junior · projetos complementares e obras, com o sócio João · Por Rafael Zaccari, Fundador do Grupo Ozare

Uma das propostas mais recentes da dupla resume bem o antes e o depois. Uma casa de 160 m², cliente próximo, concorrência direta na mesa.

"A elétrica deu R$2.900, hidráulica R$2.900, e o estrutural R$4.500. É um valor relativamente alto para uma casa desse porte. E o meu concorrente orçou R$1.000 de elétrica, R$1.000 de hidráulica e R$2.000 de estrutural. O nosso estrutural paga os três dele."- Marco Junior
+R$370 mil
faturados no período de acompanhamento, dobrando o faturamento em 3 meses
Marco Junior · caso real

O ponto de partida

A dupla já tinha o que a maioria busca e não tem: entrega de qualidade reconhecida. O problema nunca foi técnico.

"A gente sempre pensou que tinha que apresentar, mas a gente não sabia como."- Marco Junior

Sem saber apresentar a proposta, vinha a dúvida mais comum de quem cobra por projeto complementar de qualidade: será que o preço está alto demais.

"A gente tinha dúvidas se a gente não estava cobrando muito, e hoje a gente tem a noção que a gente está cobrando o justo."- Marco Junior

A virada, em duas alavancas

Duas mudanças, e nenhuma delas foi na técnica de projeto.

1 · Uma apresentação de verdade, com portfólio

Antes, o processo era só enviar orçamento. A mudança foi passar a marcar reunião para apresentar a proposta, com fotos de portfólio e obras já entregues.

"A gente só enviava o orçamento. Aí a gente começou a marcar reunião para apresentar proposta. Mesmo do jeito que ela está hoje, eu sinto que já foi um divisor de águas. A gente conseguiu fechar contratos que antes provavelmente não fecharia, por conta do valor."- Marco Junior

2 · Defender o preço mostrando a diferença de entrega

No caso da casa de 160 m², o orçamento completo da dupla somou R$17 mil, com compatibilização entre os projetos. O concorrente ficou em R$4 mil, sem compatibilizar nada.

"Não foi uma coisa assim, tipo, vocês estão loucos e não querem nem saber. Foi passada a informação e eles ficaram balançados. Você conseguiu agregar valor, realmente."- Marco Junior

O cliente não fechou na hora, mas também não descartou. Ficou avaliando, o que já era uma vitória frente a uma diferença de preço daquele tamanho.

As duas alavancas, na ordem

Ponto de partida
Entrega técnica forte · setor comercial fraco · só enviava orçamento
Alavanca 1 · Apresentação com portfólio
  • Reunião em vez de só orçamento
  • Fotos de obras já entregues
Alavanca 2 · Defender o preço pela entrega
  • Mostrar a diferença, não só o número
  • Compatibilização como diferencial explícito
Resultado
Faturamento dobrado em 3 meses · +R$370 mil no período

Os números

IndicadorValor
Faturamento mensalDobrou em 3 meses
Primeiro contrato acima de R$200 milEm 6 meses
Total faturado no período (estimativa do próprio Marco Junior)+R$370 mil
Faturamento pessoal, últimos 3 mesesR$26 mil/mês cada sócio
Pipeline em negociação~R$180 mil, incluindo permuta

O volume de obra em carteira, sozinho, já conta a história: seis casas num único contrato, três casas com uma construtora nova (todas acima de 500 m²), mais dois prédios menores.

"A gente apresentou pra eles e já conseguiu pegar três casas, cada casa de mais de 500 metros quadrados."- Marco Junior

O outro lado do crescimento rápido

Vale registrar o que esse tipo de caso raramente mostra: o crescimento não veio de graça. Com o volume de contrato subindo mais rápido que a estrutura da equipe, a rotina apertou.

"Eu e o João a gente tá trabalhando até altas horas da noite, no final de semana quando dá. Ontem eu nem almocei."- Marco Junior

A contratação de um estagiário, planejada desde o início, acabou adiada, e a solução de curto prazo virou terceirizar o que ameaçasse atrasar. Não é uma virada perfeita e sem atrito. É uma virada real, com o próximo gargalo já identificado: transformar faturamento maior em estrutura maior, antes que o ritmo cobre o preço em exaustão.

Assista ao depoimento

Q&A

Um orçamento de engenharia muito mais caro que o concorrente afasta o cliente na hora?

Nem sempre. Neste caso, um orçamento de R$17 mil (com compatibilização) contra R$4 mil do concorrente (sem compatibilização) não foi descartado de cara: o cliente ficou na dúvida e seguiu avaliando, porque a diferença de entrega tinha sido explicada, não só o preço mostrado.

Ter muito serviço entrando é sempre sinal de que o comercial está resolvido?

Não necessariamente. Neste caso, o volume de contratos cresceu mais rápido do que a estrutura da equipe, gerando sobrecarga (trabalho até altas horas, fins de semana) mesmo com o faturamento em alta. Vender bem sem estruturar a entrega decide onde a empresa vai travar depois.

Por que uma dupla de sócios engenheiros pode ter ótima entrega e faturamento baixo ao mesmo tempo?

Porque entrega técnica e capacidade comercial são competências diferentes. Neste caso, a dupla reconhece que sempre soube que precisava apresentar a proposta de um jeito melhor, mas não sabia como. O ajuste na apresentação, não na técnica, foi o que destravou o faturamento.

Quer defender seu preço com a mesma clareza?

Marco Junior não baixou o preço pra competir. Mostrou a diferença. É exatamente esse tipo de ajuste que fazemos na aceleração Ozare com engenheiros e arquitetos. Comece pelo diagnóstico.

Fazer meu diagnóstico
RZ
Rafael Zaccari
Fundador do Grupo Ozare · 137 clientes atendidos
Passou de projetista BIM, ganhando R$500 por mês, a fundador do Grupo Ozare. Hoje ajuda engenheiros e arquitetos a venderem melhor sem viver de indicação.
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