Pesquisa Ozare · Panorama 2026

A Régua Que Falta no Comercial

Você não aceita erro num cálculo estrutural. No comercial da própria empresa, convive com achismo. 459 diagnósticos revelam por que o escritório médio carrega 2,3 dores comerciais ao mesmo tempo, e nenhuma delas é falta de competência técnica.

Por Rafael Zaccari · Grupo Ozare · Publicado em 2026-07-04
459
diagnósticos comerciais analisados
2025-2026
63%
têm dor de captação de clientes
base 459
79%
dependem de indicação como fonte principal
base 333
2,3
dores comerciais por escritório
média
49%
não conhecem a própria margem
base 69
As dores mais comuns (a maioria tem mais de uma)
Captação de clientes
63%
Processo comercial
43%
Gestão / dono no centro
41%
Posicionamento
38%
Previsibilidade
30%
Precificação
17%
% dos 459 diagnósticos em que a dor aparece · soma passa de 100% porque o escritório médio acumula 2,3 dores

Sumário Executivo

Pergunte a um engenheiro estrutural qual a margem de erro aceitável num cálculo de carga, e a resposta vem em casas decimais. Pergunte ao mesmo profissional quanto ele cobra pelo próprio projeto, e a resposta vira achismo: um número puxado do que o concorrente cobrou, do que o cliente parece aguentar pagar, do medo de "ficar caro" e perder a proposta. É a mesma pessoa, treinada a não tolerar erro num projeto estrutural, que aceita decidir o próprio preço, o próprio funil e a própria margem no chute. Os 459 diagnósticos que sustentam este panorama mostram que essa contradição não é exceção, é padrão: o escritório médio carrega 2,3 dessas imprecisões comerciais ao mesmo tempo. O gargalo do setor não está na capacidade de projetar, está em tolerar no comercial um nível de erro que jamais passaria despercebido na prancheta. A competência técnica que deveria ser vantagem competitiva vira teto de crescimento, porque quem domina o cálculo estrutural raramente domina a precificação, a qualificação de cliente e o follow-up que transforma proposta em contrato.

A raiz é de formação. A grade de engenharia e arquitetura no Brasil não contempla venda, negociação ou gestão comercial de forma estruturada, e o mercado não corrige isso depois. "A gente sai da faculdade com a técnica lá em cima, mas ninguém sabe vender, cara. A verdade é essa", resume Matheus Molini, um dos profissionais que já passaram por uma conversa comercial com a Ozare, numa frase que sintetiza o achado deste relatório. O profissional aprende a técnica na universidade e improvisa o comercial na prática, acumulando sozinho o papel técnico, comercial, financeiro e de gestão de pessoas, o que parte do próprio setor já apelidou, com humor amargo, de virar "engenheiro pato": fazer um pouco de tudo e não se destacar em nada. As consequências se repetem entre escritórios de portes diferentes: dependência do fundador como único vendedor, ausência de método que impede delegar a captação, fragilidade na condução da proposta que transfere poder de barganha ao cliente e comprime margem. Quanto melhor o trabalho entregue, maior a frustração de ver o valor não se converter em preço.

A implicação prática é que o principal ativo de crescimento disponível para o setor em 2026 não exige mais capacidade técnica, exige método comercial. Onde há competência de projeto consolidada, o retorno de estruturar captação, precificação e negociação tende a ser maior e mais rápido do que o de qualquer investimento em capacidade produtiva. Este relatório detalha onde o funil comercial do setor vaza.

Metodologia

Quem foi ouvido, por segmento
Projeto
42%
Obra / construtora
17%
Arquitetura
17%
Outros
9%
Engenharia elétrica
7%
Diagnóstica / laudos
5%
Ambiental
2%
Segmento de atuação · base 382 diagnósticos

Este panorama não nasceu de questionário nem de estimativa de mercado. Foi construído a partir de 459 diagnósticos comerciais reais, conduzidos pela Ozare com escritórios de todo o Brasil entre 2025 e 2026. Cada diagnóstico é uma reunião estruturada, feita ao vivo com sócios e responsáveis comerciais, guiada por um mesmo roteiro que examina como o negócio capta, atende, orça, negocia e fecha. O tratamento foi qualitativo: cada reunião foi codificada tema a tema, e é dessa codificação que saem os percentuais citados. Sempre que um número aparece, vem acompanhado da base sobre a qual foi calculado.

As bases variam de um tema para outro, porque nem toda reunião percorreu todos os assuntos. Um tema como ausência de processo comercial pode ter sido avaliado em quase todos os 459 casos, enquanto uma questão específica de gestão de equipe de vendas aparece num subconjunto menor. Onde a base é menor, a leitura exige a cautela de uma amostra reduzida. Há também um limite honesto: os 459 escritórios não formam amostra aleatória do setor, são negócios que por conta própria procuraram uma consultoria de vendas. A amostra já chega inclinada a reconhecer um problema comercial. Os percentuais descrevem com precisão essa população específica, não uma projeção estatística de todo o país. O que o desenho perde em representatividade, recupera em profundidade: conversas estruturadas expõem o que um formulário não alcança.

Captação

Dependência de indicação para captar clientes
Depende (fonte principal/única)
79%
Indicação + outro canal
14%
Não depende, tem canal ativo
7%
% dos 333 diagnósticos em que a origem dos clientes é inferível
01
Lead chega
02
Orçamento enviado
03
Follow-up
04
Contrato

O funil vaza cedo: sem canal ativo que traga o lead (só 12% prospectam), orçamento sem valor construído e follow-up que quase não acontece.

O relatório expõe um mercado inteiro apostando num canal que ninguém controla. A captação é a dor mais comum: aparece em 63% dos 459 diagnósticos, e o escritório médio acumula 2,3 dores comerciais ao mesmo tempo. Mais grave que a frequência é a natureza da fonte. Entre os escritórios em que dá para inferir a origem dos clientes (base 333), 79% dependem de indicação como fonte principal ou única, e 93% a têm como canal relevante. Quem passa por uma conversa comercial da Ozare descreve essa dependência quase sempre com as mesmas palavras: "100% do que eu faço hoje dos meus serviços são de indicação. Não é nada de redes sociais, de engajamento, nada", resume Jonatas, arquiteto. A prospecção ativa, o único canal que o escritório de fato controla, aparece como canal principal em apenas 12%.

Depender de indicação não é um problema de qualidade, é de natureza do canal. O escritório não decide quando ela chega, quantas chegam no mês nem qual o perfil de quem chega. É um evento que acontece com o escritório, não uma ação que ele executa. Isso destrói a previsibilidade: quando o canal principal é passivo, o faturamento oscila conforme um fluxo que ninguém mede. Há ainda um teto embutido. A indicação cresce, na melhor hipótese, na mesma velocidade da base de clientes satisfeitos, base que avança devagar em serviço de projeto. Para crescer acima disso é preciso alcançar quem ainda não conhece o trabalho, movimento que 88% dos respondentes não fazem de forma ativa.

O ponto mais revelador é a ausência de plano B. Com 79% dependendo da indicação como fonte principal e só 7% com um canal ativo de verdade, quase ninguém tem uma segunda fonte para acionar quando a primeira esfria. "A gente vive muito de indicação... a gente acaba ficando no mesmo ciclo e tendo sempre os mesmos problemas", descreve Danielle Cavalcanti, um retrato preciso do que a ausência de um segundo canal produz na prática. E a indicação esfria em retração de mercado, quando todo mundo constrói menos e indica menos ao mesmo tempo. O caminho não passa por abandonar a indicação, e sim por adicionar ao lado dela um canal que o escritório aciona por decisão, não por sorte. Diversificar canal deixa de ser sofisticação comercial e vira gestão de risco básica.

Precificação e margem

49%

dos profissionais avaliáveis (base 69) não sabem quanto sobra depois de fechar o projeto. Entre os que sabem, houve quem operasse com 8% a 10% de lucro.

Quando o levantamento perguntou aos respondentes se conheciam a própria margem de lucro, 49% dos 69 profissionais responderam que não sabiam com precisão quanto sobrava depois de fechar o projeto. É a mesma confissão que aparece, quase palavra por palavra, fora deste levantamento: "Eu não sei quanto ganho, não sei... eu sei que tá na minha conta, então é isso que eu tenho que treinar", admite Esdras, elétrica/automação. Não é desconhecimento de quanto cobram, valor de honorário quase todos sabem de cabeça, mas de quanto resta descontados hora técnica, revisões, deslocamento, imposto e o tempo de escritório que nunca entra na conta. Sem esse número, o preço deixa de ser decisão e vira um chute calibrado pelo que o concorrente cobra.

Entre os que conseguiram estimar o próprio resultado, houve relatos de operar com 8% a 10% de lucro sobre o faturamento, patamar em que qualquer atraso de obra, retrabalho ou inadimplência de uma parcela come a margem inteira do contrato. A raiz costuma ser a mesma: o profissional precifica a entrega técnica e trata como gratuito tudo que orbita a entrega, reuniões de alinhamento, ajustes de escopo pedidos verbalmente, visitas extras, aprovação em prefeitura que trava e volta. Cada item consome hora não orçada. Sem saber a margem, o profissional não tem piso, e sem piso cede no desconto sempre que aparece objeção, porque não calcula a que ponto o abatimento vira prejuízo. "Meu maior problema é eu dar um preço de um serviço de 10.000 e eu mesmo achar caro... eu vou botar um valor mais justo, vou botar 2.000 porque aí tem condição de fechar", resume Amilcar Linhares, um exemplo direto de como o medo de não fechar corrói a margem antes mesmo de o cliente pedir desconto.

O caminho de correção não passa por cobrar mais no susto, passa por medir. Conhecer a margem por tipo de projeto, separar entrega técnica de custo de relacionamento e revisão, fechar escopo por contrato e definir um lucro-alvo antes de abrir o preço são movimentos que independem do tamanho do escritório e não exigem software caro. Enquanto 49% dos 69 respondentes não souberem dizer quanto sobra, a discussão sobre aumentar preço continua sendo opinião, e não gestão.

Previsibilidade

01
Depende de indicação
02
Entrada sem controle
03
Faturamento oscila
04
Sem previsibilidade

Quando se pergunta a engenheiros e arquitetos qual o maior gargalo comercial, previsibilidade aparece isolada em apenas 8% das respostas. O número engana. Baixo não porque o problema seja pequeno, mas porque quase ninguém nomeia a falta de previsibilidade como a doença. O que se nomeia é o sintoma do mês: o mês fraco, a obra que atrasou o aditivo, o cliente que sumiu depois do orçamento aprovado. A previsibilidade só é percebida por quem já parou para olhar o faturamento em série e viu no gráfico o que esse público já apelidou de "montanha-russa": meses de pico seguidos de meses secos, sem reserva para atravessar o vale.

A raiz aparece ao cruzar previsibilidade com a ausência de processo comercial, apontada por 21% dos respondentes como gargalo principal. Só é previsível o que é medido, e só é medido o que passa por um processo. Sem etapa de prospecção, sem funil, sem registro de quantas conversas viraram proposta e quantas propostas viraram contrato, não existe indicador para acompanhar. Quando o mês vem bom, o escritório não sabe por quê. Quando vem ruim, também não. O que não se explica não se corrige nem se repete de propósito. A mesma cabeça que projeta margem de segurança no concreto costuma tocar a captação sem medir nada, refém do próximo telefonema. Enquanto a entrada de clientes não virar um sistema com números próprios, a oscilação seguirá tratada como clima, e não como variável de gestão.

Gestão: a operação que não roda sem o dono

Autônomo (com CNPJ de empresa)

01
Dono faz tudo
02
Conhecimento na cabeça dele
03
Teto na agenda de uma pessoa

Empresário

01
Processo escrito
02
Qualquer um treinado executa
03
Cresce sem o dono no centro

O dado mais consistente da base de 187 respondentes é também o mais desconfortável: em quase todos os escritórios ouvidos, a operação comercial passa pelo dono. É ele quem responde o primeiro contato, monta o orçamento, faz a reunião de fechamento, cobra o cliente que sumiu e decide o desconto. É a mesma cena que aparece fora deste panorama, em conversas comerciais da Ozare com esse público: "Hoje você tá olhando pro corpo técnico da empresa aí. Quem faz projeto, faz comercial, faz tudo, é a gente", resume Guilherme Tacca. Quando ele adoece, viaja ou se enche de reuniões técnicas, a captação não desacelera, ela para. Essa é a fronteira prática entre o autônomo e o empresário, e a maioria da base ainda está do lado do autônomo mesmo com CNPJ, equipe e faturamento de empresa. No primeiro caso o conhecimento comercial mora na cabeça do dono e some junto com ele; no segundo, mora num processo que qualquer pessoa treinada executa.

A ausência de CRM é o sintoma mais visível dessa arquitetura. Sem uma ferramenta que registre quem pediu orçamento, quando, o que foi enviado e qual foi a última conversa, o funil vive na memória do dono, em conversas espalhadas por WhatsApp e planilhas desatualizadas. O problema não é a falta de software: sem processo, o software não teria o que registrar. O custo dessa dependência aparece de duas formas. A primeira é o teto de crescimento: como toda venda exige o dono, a empresa cresce até o limite físico das horas dele e trava ali. A segunda é o risco de continuidade: uma operação que não roda sem uma pessoa não pode ser vendida nem passada adiante. Por trás dessa arquitetura mora, quase sempre, um medo nomeado sem rodeio nas conversas comerciais da Ozare: "Não dá para confiar, não posso, não dá para deixar na mão de alguém. Eu não encontrei essa pessoa ainda", resume Alessandro, da Reestrutura Engenharia. Sair dessa condição começa por transformar o que o dono faz por instinto em algo escrito, como se responde um lead, o que entra numa proposta, em quanto tempo se faz o follow-up, quando se dá desconto. É a passagem do conhecimento tácito para o processo explícito que permite, depois, que outra pessoa execute e que uma ferramenta registre.

Marketing

A ordem errada (a mais comum)

01
Compra tráfego
02
Comercial despreparado recebe
03
Leads desqualificados
04
Verba perdida

A ordem que funciona

01
Processo comercial pronto
02
Qualificação e proposta
03
Aí sim, tráfego
04
Escala

É contra esse pano de fundo, um comercial que depende do dono e não tem processo, que a maioria dos escritórios decide investir em mídia. O tráfego pago aparece como 27% dos canais citados pelos respondentes, o que costuma ser lido como maturidade digital. A leitura muda quando se olha para quem colocou dinheiro nisso. Entre os 53 que já tentaram agência ou gestão de tráfego, a frustração é quase unânime, concentrada em dois pontos: leads sem perfil para o serviço prestado e retorno abaixo do investido. Fora deste levantamento, a mesma frustração aparece com números concretos: "Tivemos um prejuízo de 120 mil reais com gestão de tráfego pago ineficaz", relata Bruno Faria, da Ordus. O padrão que se repete é a inversão da ordem: o escritório contrata tráfego para gerar demanda antes de ter um comercial capaz de receber essa demanda.

O anúncio funciona, o formulário enche, e o gargalo aparece: ninguém qualifica na entrada, ninguém sabe em quanto tempo o lead é respondido, ninguém tem roteiro para separar quem quer um orçamento de referência de quem está pronto para contratar. A queixa de leads desqualificados, nessa amostra, quase nunca é sobre segmentação, é sobre a ausência de um critério de qualificação do lado de dentro. É o mesmo descompasso que um profissional descreve, fora deste panorama, com outras palavras: "Eu já tive empresas de marketing aqui dentro do escritório que queriam que a gente fizesse baboseira na internet... eu trabalho com projetos de grande porte, de valor agregado. O cara não quer me ver fazer dancinha", resume Maicon de Oliveira. A percepção de retorno abaixo do investido tem a mesma raiz: sem processo, o custo por lead é a única métrica visível, enquanto tempo de resposta, taxa de comparecimento e percentual de propostas que viram contrato ficam de fora. Para a maioria dos escritórios dessa amostra, a decisão mais rentável em 2026 não é aumentar a verba, é parar de comprar demanda até definir quem qualifica o lead, em quanto tempo, com qual critério e com qual roteiro de proposta. Tráfego pago amplifica o comercial que existe; quando ele não existe, amplifica o buraco.

Como o funil deveria funcionar

01
Prospecção ativa
02
Diagnóstico e qualificação
03
Proposta com valor
04
Follow-up com cadência
05
Fechamento pedido
06
Vira nova indicação

O canal que o escritório controla no começo, e o cliente satisfeito que volta a alimentar a indicação no fim. O ciclo deixa de depender de sorte.

O funil que corrige o diagnóstico deste panorama começa onde o setor hoje espera: na entrada. Em vez de aguardar a indicação, o escritório aciona prospecção ativa que traz o lead por decisão, com uma lista de clientes-alvo e uma cadência de abordagem. Antes de falar em preço, vem o diagnóstico: uma reunião que qualifica o cliente, entende o escopo real do projeto e separa quem tem fit de quem só busca referência de orçamento. Só então entra a proposta, construída para comunicar valor e não apenas listar honorário, ancorada no que o projeto resolve e amparada por uma margem que já foi calculada antes de o preço sair.

O que sustenta esse funil é o que hoje falta: cadência e registro. Cada proposta enviada tem prazo de retorno e regra de recontato, e o follow-up acontece por sistema, não por lembrança. O fechamento é pedido de forma direta, com o profissional conduzindo a decisão em vez de esperar o cliente responder. E o ciclo se fecha no cliente satisfeito, que deixa de ser fonte passiva de indicação e passa a gerar novas indicações de propósito, provocado por um pedido claro no momento certo. Cada etapa nomeada, com responsável e número de conversão que alguém acompanha, transforma a captação de evento em processo.

Conclusão e recomendações

01
Estruturar processo comercial
02
Conhecer a própria margem
03
Tirar o dono do centro
04
Escalar com tráfego

Os dados apontam para o mesmo lugar, independentemente do porte ou da região: o gargalo comercial do setor raramente é falta de demanda e quase sempre é ausência de processo. Antes de discutir verba de tráfego, o dado relevante é se existe um caminho definido entre o primeiro contato e o contrato assinado, com etapas nomeadas, responsáveis claros e um número de conversão que alguém acompanha. Quando esse caminho não existe, investir em mídia apenas acelera a chegada de leads a um funil que vaza.

A sequência importa, e a recomendação da Ozare é sóbria. Comece pelo processo, não pela mídia: um escritório que ainda não sabe abordar, qualificar e conduzir uma reunião não deveria terceirizar a geração de demanda antes de provar, na mão, que transforma conversa em proposta e proposta em contrato. Feche a conta da margem antes de perseguir volume, porque vender mais com margem desconhecida é aumentar o volume de um prejuízo silencioso. E tire o dono do centro do comercial, desenhando um processo que outra pessoa execute com previsibilidade, para que a captação não pare toda vez que a obra aperta. Essas frentes não exigem grande investimento inicial, exigem decisão e método.

Se este panorama descreveu o seu escritório em mais de um ponto, o padrão já está identificado: o problema nunca foi a técnica, foi o rigor que parou na prancheta e não chegou ao comercial. Vale medir o próprio funil com a mesma régua usada num projeto: onde entra o lead, onde ele para, quanto sobra no fim. Um escritório que enxerga esse padrão com clareza já resolveu metade do problema, porque troca a oscilação do mês tratada como sorte pela mesma disciplina que já aplica em qualquer cálculo, agora voltada para a conta que sustenta o próprio negócio.

Q&A

Quais são as dores comerciais mais comuns dos escritórios de engenharia e arquitetura no Brasil?

Segundo o Panorama Comercial da Ozare (459 diagnósticos), a captação de clientes aparece em 63% dos escritórios, seguida de processo comercial (43%), gestão com o dono no centro (41%), posicionamento (38%), previsibilidade (30%) e precificação (17%). O escritório médio acumula 2,3 dores ao mesmo tempo.

Como os escritórios de engenharia e arquitetura captam clientes?

79% dos escritórios em que a origem dos clientes é inferível (base 333) dependem de indicação como fonte principal ou única; 93% a têm como canal relevante. Só cerca de 7% têm um canal ativo que não depende dela. A prospecção ativa aparece como canal principal em apenas 12% (base 195).

Engenheiros e arquitetos conhecem a própria margem de lucro?

Não. No Panorama Ozare, 49% dos avaliáveis (base 69) não sabiam com precisão quanto sobrava depois de fechar o projeto.

Descubra onde o seu comercial vaza

O diagnóstico da Ozare olha o seu funil real, a sua margem real e a dependência do dono, antes de qualquer recomendação.

Fazer meu diagnóstico
RZ
Rafael Zaccari
Fundador do Grupo Ozare · +130 escritórios diagnosticados
Referência em vendas e gestão comercial para engenheiros e arquitetos. Conduziu pessoalmente centenas dos diagnósticos que deram origem a este Panorama.
← Voltar para o blog